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26/12/2013 - PRODUO CULTURAL
  O que houve com o estdio Camerati
  Por: Vladimir Ribeiro  (pauta@abcdmaior.com.br)

 
Celso lembra que velho estdio pretendia ser um centro cultural. Foto de Rodrigo Pinto
Celso lembra que velho estdio pretendia ser um centro cultural. Foto de Rodrigo Pinto
 
Local foi momento histrico da memria de Santo Andr nos idos dos anos 1990


Ponto de encontro musical do ABCD, há pouco mais de dez anos o Estúdio Camerati, que estava  localizado em Santo André, deixava de existir. Além de encerrar atividades, o imóvel foi demolido e o terreno hoje abriga m estacionamento. Da época dos shows, exposições e gravações sobrou apenas a árvore que ficava em um jardim no centro do terreno.

A história do espaço começou no início dos anos 1980, quando o compositor Cláudio Lutti resolveu colocar em prática a ideia de criar um estúdio na Região. Por lá passaram inúmeros artistas de projeção nacional que fizeram gravações em fita analógica. O guitarrista Faiska, a baterista Vera Figueredo e o baterista de jazz fusion Billy Cobham foram alguns dos nomes que passaram por lá. Além da sala de gravação, o Camerati também possuía um amplo auditório para shows que, em aioria, eram gravados. “Esticávamos um multi cabo da mesa de ravação até o palco. Fizemos isso diversas vezes. Essas fitas ainda
existem, mas não sei do paradeiro”, lembrou Celso Zappa, que romoveu eventos no local no final dos anos 1990.

Zappa recorda que nesse período o estúdio era administrado pelo cantor Belchior e que havia uma parceria com a rádio comunitária Rota 99. “Organizamos vários shows com bandas da Região e da Capital, como
o Fickle Pickle, que era um trio formado por integrantes do Golpe de Estado e o guitarrista André Christovam. Também fizemos uma exposição com trabalhos do cartunista Márcio Baraldi”, destacou.

Um dos eventos que teve grande repercussão em 1997 foi o Tributo a Keith Moon (baterista da banda inglesa The Who, morto em 1978), que contou om os bateristas, Rolando Castelo Júnior (Patrulha do Espaço) e Paulo Zinner (ex-Golpe de Estado). “Esse é um dos shows que foram gravados, mas não sei se infelizmente o conteúdo perdeu”,disse Zappa. Com a falta de modernização dos equipamentos, ainda analógicos, e consequentemente om a queda de procura para gravações, os proprietários do estúdio apostaram na criação de um espaço cultural e gravações de bandas da Região. Na época, os discos eram lançados pelo selo que levava o nome do estúdio.

Moral e Bons Costumes, Irmandade do Blues, Palhaço, além do LP Garagem, que compilava bandas do ABC com trabalho próprio foram alguns dos lançamentos do selo, que não resistiu.

Ideia original era criar um centro cultural
Zappa recorda que a ideia era transformar o Camerati em um Centro Cultural, pois o espaço era multimídia. “Podíamos fazer shows, gravações, exposições, entre outras atividades no local. Claro, que era necessária uma reforma, pois o prédio era muito antigo. Porém, infelizmente, dívidas de impostos e aluguéis atrasados não possibilitaram que esse sonho fosse colocado em prática”, lamentou.

Quem passou por lá e deixou a obra gravada em fitas analógicas foi o baterista da Patrulha do Espaço, Rolando Castelo Júnior.

Com a banda foram registrados dois discos, Primus Inter Pares e Cronophagia, além de uma apresentação do grupo, que havia Minha história e a da Patrulha estão ligadas ao estúdio. O primeiro álbum que fizemos lá foi gravado ao vivo, durante uma apresentação no auditório. Já o segundo, marcou a volta da banda depois de um hiato de longos anos. Era um espaço de extrema i, relatou o músico.

Júnior também lAo invés de irem até lá para assistirem peças de teatros, palestras, oficinas e gravações, as pessoas podem estacionar seus carros.

 

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