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05/12/2013 - MEIO AMBIENTE
  Pesquisa mostra que 25% do lixo em aterro de Santo Andr poderia ser reciclado
  Por: Claudia Mayara  (mayara@abcdmaior.com.br)

 
Para superintendente do Semasa, Ney Vaz, municpe precisa produzir menos resduo. Foto: Daniel Tossato
Para superintendente do Semasa, Ney Vaz, municpe precisa produzir menos resduo. Foto: Daniel Tossato
 
Moradores do Bairro Jardim so os que mais misturam resduos reciclveis e orgnicos no municpio

Os moradores de Santo André precisam mudar seus hábitos de consumo e melhorar a separação de resíduos para a coleta seletiva. Pelo menos, é isso o que aponta o estudo sobre o raio-x do lixo na cidade, apresentado nesta quinta-feira (05/12) pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental). A pesquisa ainda revela que 25% do que é atualmente encaminhado para o aterro municipal poderia ser reciclado. São 162,5 toneladas diárias de resíduos que, se recicladas, significariam mais 2 anos de sobrevida ao equipamento. Atualmente a vida útil do aterro está estimada em 8 anos. 

“Hoje cada munícipe produz 0,96 kg diários de lixo. O ideal é produzir metade disso. Também precisamos melhorar a separação da coleta seletiva e a pesquisa é fundamental para trabalharmos na vida útil do aterro”, explicou o superintendente do Semasa Sebastião Ney Vaz. O estudo, conhecido tecnicamente como caracterização gravimétrica de resíduos, mostra em percentual os diferentes tipos de materiais encontrados no lixo orgânico coletado na cidade e serve como instrumento para as ações futuras de conscientização a serem realizadas pela Prefeitura.

De acordo com o estudo, apenas 50,81% do material enterrado no aterro corresponde ao resíduo orgânico (resto de comida, cascas de frutas, de ovos, sacos de chá e café) e que pela Política Nacional de Resíduos Sólidos realmente deveriam estar lá. Os outros 49,19% chega ao equipamento misturado aos resíduos secos (que pode ser reciclado) e outros materiais, como tecido, entulho, isopor e resíduos tecnológicos. O número é um retrocesso em comparação ao último estudo, realizado em 2008. Na ocasião 56,25% dos resíduos encontrados no aterro eram orgânicos.

Entre os materiais mais misturados ao lixo comum se destaca o plástico (15,26%), papelão (7,13%) e tecido (6,2%). “O que nos chamou a atenção é que o plástico, apesar de tudo, vem diminuindo o índice. Em compensação, o papelão e o tecido (roupa) vêm aumentando”, destacou Ney Vaz. Para o superintendente do Semasa a situação pode estar relacionada ao mercado. “O mercado varia muito. Papel e papelão já foram considerados nobres, mas hoje tem pouco valor agregado, então acaba sendo deixado de lado”, analisou.

Fraldas – Outro produto que aparece repetidamente misturado aos resíduos úmidos são as fraldas, tanto a de bebê como as geriátricas. O material representa 5% (32 toneladas) dos resíduos descartados no aterro sanitário de Santo André. “As fraldas são um grande problema ambiental, porque não conseguimos utilizá-las. Devemos enterrar ou queimar? Isso vai gerar um passivo ambiental”, explicou Ney Vaz.

Composto por quase integralmente por plástico, as fraldas levariam muito tempo para se decompor na natureza. “A maneira ecologicamente correta para lhe dar com a situação seria parar de usá-las, já que ainda não temos tecnologia para usar materiais ecológicos (na sua fabricação)”, argumentou o superintendente do Semasa. Parte da Vila Bastos, Bela Vista e Vila Assunção são os bairros de Santo André onde mais se descartam fraldas. Para o Semasa, a tendência o número aumente cada vez mais.

Bairros – Diante do levantamento, o Semasa montou o ranking dos 10 Bairros Mais Orgânicos e Não Orgânicos da cidade. De acordo com o estudo, os moradores mais conscientes do município estão na Vila Pires, Helena e Marina, onde 67,01% dos resíduos encaminhado para o aterro sanitário são orgânicos. “A Vila Pires foi onde iniciamos a coleta seletiva, isso pode explicar os dados”, comentou Ney Vaz.

Na lista dos moradores conscientes ainda constam, no segundo lugar os bairros Bela Vista, Vila Alice e Vila Bastos (63,38%); seguido por Camilópolis (62,68%); Parque Oratório (60,98%); Paraíso e Vila Alzira (60,68%); parte da Vila Scarpelli e Vila Floresta (59,91%); Parque Novo Oratório e Jardim Santo Alberto (59,1%); Jardim Alvorada e Jardim do Estádio (58,77%); Jaçatuba e Vila Curuça (57,41); e Bom Pastor, parte da Scarpelli e Floresta (56,44%).

O Bairro Jardim, área nobre do município, lidera a lista dos moradores menos conscientes. De acordo com o estudo, 74,05% do lixo desse bairro encaminhado para o aterro não são orgânicos, ou seja, não deveriam estar lá. “A verdade é que os valores ambientais não são levados em conta em nenhum momento na hora da compra. Por isso, a maior parte do lixo das pessoas são embalagens”, avaliou o professor de engenharia ambiental da Fundação Santo André, Murilo Valle.

O segundo lugar ficou com a Cidade São Jorge e Parque Marajoara (67,74%); seguidos por Sacadura Cabral, Aquilino e Príncipe de Gales (63,03%); Jardim Santo André e Vila Suíça (62,69%); Jardim Joaquim Eugênio de Lima e Paranapiacaba (61,86%), Centreville, Geressi, Marek e parte do Marajoara (61,23%); e Bairro Santa Maria (61,17%).

Reciclagem – Apesar de o estudo mostrar que Santo André poderia reciclar 25% do resíduo que atualmente segue para o aterro municipal, o superintendente do Semasa garantiu o município, hoje, não conseguiria absorver tanto material. “Não teríamos para onde mandar 25% dos recicláveis, porque as cooperativas trabalham com situações ruins”, afirmou Ney Vaz. Atualmente, Santo André recicla 8% das 650 toneladas de resíduos geradas diariamente na cidade e a meta é chegar até 2016 a 20%.

Para ampliar a reciclagem, o município está investindo nas cooperativas. Até o final do primeiro semestre de 2014, o Semasa irá inaugurar dois galpões de reciclagem, dentro do aterro sanitário, que permitirá triplicar o número de catadores. “De acordo com pesquisas, cada catador consegue processar até 200 kg de resíduo por dia. Os nossos não conseguem 30kg/dia”, revelou Ney Vaz.

Além de ampliar o número de catadores, o Semasa está comprando equipamentos, como esteiras, prensas, empilhadeiras e balanças que ajudarão a melhorar a produção dos trabalhadores. “Hoje o material chega na cooperativa sujo e misturado, o que também prejudica a produtividade deles”, apontou o professor Valle.

O Semasa planeja realizar outro estudo de raio-x dos resíduos da cidade para junho de 2014. No próximo, além de analisar os resíduos orgânicos, a autarquia pesquisará os resíduos separados para a reciclagem. O estudo de 2013 foi realizado entre setembro e outubro e custou R$ 100 mil.

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Comentários (2)
 
Carlos Oliveira | 06/12/2013 | 11:44
  Informao COMPLETAMENTE EQUIVOCADA no 3 pargrafo da reportagem: a Poltica Nacional no afirma que os resduos orgnicos devam ir para aterro !!! Pelo contrrio, indica que estes resduos devem seguir para compostagem (inciso V do artigo 36).
 
Joo Henrique | 06/12/2013 | 11:14
  O correto realizar campanhas de conscientizao da populao para a separao dos resduos. Campanhas permanentes. Coisa que o SEMASA no faz. Preferem gastar dinheiro com estudos inteis.
 
  Veja todos os comentrios sobre essa matria



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