Intenção é que atração comece a funcionar no fim deste semestre, mas não há garantias
O Expresso Turístico que deveria ter começado operar em Santo André em fevereiro de 2009 ainda é apenas parte de um projeto que tramita entre a Prefeitura da cidade, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e a empresa MRS Logística.
De acordo com informações da CPTM, não houve nenhuma conversa definitiva ou acordo assinado nos últimos dias, mas o diálogo em torno das medidas envolvendo linhas de trens turísticas são constantes. Em nota, a CPTM esclareceu que “está em desenvolvimento um acordo com a MRS Logística cujo objetivo é discutir diversos pontos de interesse comum às duas empresas – a extensão do Expresso Turístico até Paranapiacaba é um dos pontos a serem definidos”.
A CPTM confirmou que o acordo estudado é geral e o Expresso Paranapiacaba é apenas um dos aspectos a ser discutido. Essa é uma conversa antiga. Em abril de 2008 foi inaugurado o Expresso Turístico, trecho Luz-Jundiaí, mas o trecho Luz-Paranapiacaba não emplacou. Mesmo com a assinatura do convênio entre Prefeitura de Santo André, governo do Estado e Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), um impasse entre a MRS Logística e a CPTM impediu que as atividades turísticas começassem em fevereiro de 2009, como era previsto.
A ex-subprefeita de Paranapiacaba, Vanessa Figueiredo, afirmou que o Projeto Expresso Turístico não era exclusividade de Paranapiacaba, mas que a cidade era prioridade por ser mais atrativa. “As negociações empacaram por conta do trecho que pertence à MRS. A empresa não queria ceder, pois achavam que poderia ser desvantajoso. Uma série de negociações foi feita e, no início de 2009, a diretoria da MRS mudou e tudo começou do zero novamente. ”
Apesar de o objetivo do projeto do Expresso Turístico seja atrair mais turistas para Paranapiacaba, o projeto prevê que os trens operem apenas quinzenalmente, aos domingos. De acordo com a CPTM, trabalha-se para que o serviço seja iniciado até o fim deste semestre.
Enquanto isso não ocorre, comerciantes da Vila reclamam da falta de investimentos e da consequente perda de turistas. De acordo com a Associação dos Empreendedores de Alimentação, Hospedaria e Serviços da vila, a visitação caiu 91,5%, provocando o fechamento de mais de 60% dos bares, restaurantes e agências de atividades turísticas.