Sem obras complementares prontas, vereador propõe novas regras no tráfego da cidade de Mauá
Na intenção de tentar amenizar os impactos da inauguração “precoce” do trecho Sul do Rodoanel pelo governador José Serra (PSDB), prevista para o dia 27 de março, a Câmara de Mauá debate nesta terça-feira (9/2) um projeto de lei que visa impor restrições no tráfego da cidade. A previsão é de que, sem a inauguração da extensão da avenida Jacu Pêssego, que ligará São Paulo a Mauá e é uma obra complementar do Rodoanel, o tráfego mauense sofra um aumento significativo de carros e caminhões.
O vereador Paulo Suares (PT) é o autor do projeto que pretende estabelecer as regras para o tráfego na cidade. O petista explica que a falta da conclusão Jacu Pêssego como complemento do Rodoanel poderá trazer os problemas viários do centro de São Paulo para Mauá. “Ao invés de acessar o Rodoanel pela Jacu Pêssego eles vão utilizar a avenida do Estado até Mauá para isso. Vai prejudicar todos os trabalhadores e empresários da cidade e nós não podemos deixar isso ocorrer”, disse Suares.
O projeto de lei do petista pretende disciplinar o uso da cidade no acesso do Rodoanel de acordo com as condições locais. “O Rodoanel foi projeto para suportar carretas com até mais de 6 toneladas e as nossas ruas não suportam esse tipo de veículo”, comentou. O projeto prevê restrições quanto ao peso dos veículos e horários permitidos para transporte.
Corrida eleitoral – O governador tucano é visto como o provável nome do PSDB para concorrer a sucessão do presidente Lula (PT). O Rodoanel tem sido a principal vitrine para sustentar a campanha dos tucanos. “É uma obra eleitoral que será inaugurada nos últimos dias permitidos pela lei eleitoral e incompleta”, opinou Suares. Caso Serra se afirme como candidato, não poderá participar de inaugurações de obra públicas a partir do mês de abril.
Fim da burocracia – O prefeito Oswaldo Dias (PT) terá dois projetos em discussão na sessão ordinária desta terça-feira. O primeiro é a segunda discussão do projeto de lei que cria 21 cargos para a Ouvidoria Geral do Município, criada no ano passado e que ainda não foi oficializada pelo Paço.
O segundo segue a linha da administração de quebrar pequenas leis que burocratizam a vida de empresas no município. O projeto revoga artigos da lei de uso e ocupação de solo que determinavam distâncias entre um comércio e outro. No ano passado o prefeito revogou lei semelhante, que determinava o perímetro entre postos de combustíveis.