Prefeito vão se reunir na próxima segunda-feira sem consenso; Volpi, foi o único que manifestou vontade de dirigir entidade
A quatro dias para sucessão da presidência do Consórcio Intermunicipal, ainda não há consenso entre os sete prefeitos da Região. Os chefes dos Executivos iriam se reunir nesta quinta-feira (04/02) para tentar chegar a um acordo, mas o presidente da entidade, o prefeito de São Caetano, José Auricchio Jr. (PTB), desmarcou o encontro. O prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), o único que manifestou publicamente a vontade de dirigir a entidade, não poderia estar presente.
Volpi foi a Brasília reivindicar recursos do governo federal para recuperar a cidade dos prejuízos causados pelas enchentes.
Na opinião do prefeito Luiz Marinho (PT), é preciso construir um entendimento em torno do nome que vai comandar a entidade. “Pode ser o Volpi. Não há problema, desde que seja construído o entendimento, já que o Consórcio é uma entidade que não pode definir sua direção por disputa. O Volpi colocou seu nome no fim do ano de forma meio atabalhoada, mas é possível construir”, disse Marinho, que também salientou a importância da sequência. “Temos sete prefeitos e temos quatro anos. Um quarto dos quatro anos já se foi. Tem outro quarto que poderá ser presidido pelo Clóvis e temos que definir outros dois quartos também por entendimento de forma a contemplar o que representa politicamente as sete cidades da Região.”
De acordo o diretor-executivo do Consórcio, Fausto Cestari, não há previsão de os prefeitos se reunirem antes da reunião mensal da entidade, que acontecerá na próxima segunda-feira (08/02). “Acho que eles não devem se encontrar antes de segunda-feira. Mas a escolha da nova direção será feita em consenso como sempre ocorreu”, disse. Volpi foi o único prefeito que manifestou intenção de ser o novo presidente.
Na reunião desta segunda-feira, além da sucessão da presidência, o Consórcio oficializa a mudança para entidade pública. No encontro, será instalada a Assembleia Geral nos moldes do contrato de Consórcio Público e a aprovação do estatuto da nova entidade jurídica.
Entre as vantagens da nova entidade pública estão a possibilidade de receber recursos das esferas federal, estadual e de organismos internacionais. “Essa será a grande mudança, pois de fato em alguns pontos já funcionávamos como entidade pública”, disse Cestari.