07/02/2014 00:00

Empresa quebra e atrasa creches em São Bernardo

Por: Rodrigo Bruder (rodrigo@abcdmaior.com.br)

Creches nos bairros Ferrazópolis e Parque São Bernardo já eram para estar prontas, mas empreiteira não cumpre meta


A gestão do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), terá de refazer processo licitatório para a construção de seis creches na cidade em razão da falência da empresa Impacto Gouvêa Construções LTDA. A empresa foi contratada em 2012 para executar os serviços; porém, de acordo com a Administração, não cumpriu o cronograma previsto de obras e sumiu após receber R$ 1,1 milhão da Prefeitura. O total de investimentos previsto para as seis creches é de R$ 18 milhões (cerca de R$ 3 milhões para cada unidade).

A construtora venceu a licitação para construir as seis creches e estava executando três unidades (Ferrazópolis I e II, e Parque São Bernardo). A entrega era para ter ocorrido em julho de 2013. 

Ao ver que a construtora estava falindo, pois não cumpria o cronograma, a Prefeitura passou a notificá-la. aplicou multa de R$ 1,6 milhão e, recentemente, cancelou o contrato para refazer a licitação. 

“A empresa presentou tudo dentro da legalidade na contratação. Mas durante a execução das obras ficou claro que a empresa não estava em condições financeiras de tocar as seis obras conforme necessidade do governo”, diz a secretária adjunta de Educação, Rosemeire Nascimento.

De acordo com a diretora de Obras da Prefeitura, Fernanda Lopes, a ideia é que as creches sejam retomadas no segundo semestre deste ano. “Acabamos de assinar os últimos documentos de recisão contratual. A construtora, inclusive, sumiu e para fazermos esse processo tivemos de encontrar um dos seus donos. Pretendemos retomar até o segundo semestre”, disse Fernanda. 

Procurada pela reportagem, a diretoria da Impacto não foi localizada. De acordo com o governo, as unidades devem atender aproximadamente 1,2 mil alunos. Fernanda enfatiza que o maior prejuízo será o atraso no atendimento, principalmente para crianças com idade entre seis meses e três anos. “É um prejuízo grande, porque à medida que as obras atrasam as crianças vão perdendo a oportunidade”, lamenta. A Impacto Gouvêa foi declarada inidônea e não poderá participar de concorrências públicas durante cinco anos.  

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