09/01/2012 00:00

Bens de Volpi e Mitidiero seguem bloqueados

Por: Bruna Nunes ()

Dupla é acusada por irregularidades no contrato de convênio com o Instituto Acqua

Os bens do prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), e do secretário da Saúde Jorge Mitidiero (PR) continuam bloqueados pela Justiça. A afirmação partiu da assessoria da promotora Maria Cláudia Hirt nesta segunda-feira (09/01), quando o Fórum municipal retomou suas atividades.

Volpi e Mitidiero são alvo de ação movida pelo Ministério Público que investiga irregularidades no entre o Instituto Acqua e a Prefeitura para terceirização de serviços na saúde entre 2004 e 2010. De acordo com a promotoria, os bens da dupla seguirão bloqueados até o final da investigação.

Além disso, a ação busca o ressarcimento de mais de R$ 18,2 milhões aos cofres públicos por conta de serviços que não teriam sido prestados aos munícipes. Uma multa de até duas vezes o valor do dano pode ser aplicada, individualmente, aos réus.

Volpi está tranquilo e diz não ter bens para serem bloqueados. “Entramos com uma ação para desbloquear os bens antes do recesso e argumentamos contra essa decisão, que foi unilateral. No entanto, não possuo bens. Apenas minha casa, que não pode ser tomada pela Justiça”.

Mitidiero, que ainda está de férias, não resolveu não declarar nada sobre o assunto. A previsão de retorno do secretário é para a próxima semana. Em novembro de 2011, o secretário prestou esclarecimentos sobre a denúncia à Câmara.

A ex-presidente do Acqua, Ana Maria Capellini, que saiu do cargo há dois anos, também segue com bens bloqueados. O coordenador de projetos do Acqua, Ronaldo Queródia, deu sua versão sobre fatos.
“O MP aponta situações mal apuradas. Temos todos os documentos de provas. Outro erro está nos valores apresentados. O projeto permitia até R$ 18 milhões de verba, porém foram repassados apenas R$ 13 milhões para execução dos serviços”.

Mais ONGs
Desde a saída do Instituto Acqua, em 2010, na administração da Saúde, o município enfrenta problemas quanto a Organização Social que assume toda ou parte da responsabilidade. Na sequência, o Instituto Illuminatus ficou com a gerência do Hospital São Lucas por cerca de sete meses. O contrato de um ano foi quebrado devido ausência de prestação de contas, além de outras falhas como demora no atendimento.
Atualmente, quem administra a rede de saúde é a OSSPUB (Organização Social de Saúde Pública), que em três meses de posse enfrentou problemas administrativos que acarretaram em atraso de salários e ausência na execução de serviços.

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