26/08/2015 10:24

Murer é prata no Mundial e desponta como uma das favoritas para 2016

Por: Antonio Kurazumi (kurazumi@abcdmaior.com.br)

Atleta de São Caetano afasta ‘fantasma’ de Pequim e mostra que brigará por medalha na Olimpíada

Fabiana Murer fez uma grande prova e por pouco não ficou com o ouro. Foto: Jonne Roriz/ COB

Em 2008, Fabiana Murer era esperança de medalha nos Jogos Olímpicos de Pequim, na China. Mas deu tudo errado. Uma das suas varas sumiu, a atleta perdeu a concentração e sequer se aproximou da luta pelo pódio. Chorou e, em tom de desabafo, ameaçou até abandonar a carreira. O “acerto de contas” veio nesta quarta-feira (26/08), no mesmo estádio, o Ninho do Pássaro, onde a integrante da equipe de atletismo de São Caetano conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial.

Com o resultado, a mulher que tornou o salto com vara conhecido no Brasil mandou o recado mesmo sem falar nada: lutará por medalha na Olimpíada do Rio de Janeiro.

“Tem bastante tempo ainda até lá, muita coisa vai acontecer e eu espero que outras venham e cheguem com condições de disputar uma medalha. O atletismo é um esporte muito difícil, muito competitivo, o atleta tem que estar bem no dia. Lógico, tem que treinar bem, passar sem lesões”, alertou Murer, com os pés no chão. “Vou fazer o máximo para me manter saudável, conseguir fazer bons treinos, manter a técnica, que é meu ponto forte, e batalhar até o final por uma medalha.”

Das 12 medalhas do Brasil em mundiais outdoor - mais importantes e disputados em local aberto -, duas se devem à competidora de São Caetano. Fabiana Murer, inclusive, é a única brasileira até hoje que foi campeã desse evento (em 2011) que só perde em importância para os Jogos Olímpicos. O segundo ouro passou raspando, não virou realidade por um triz.

A final do salto com vara foi uma reprise do duelo dos Jogos Pan-Americanos do Canadá, em que ela e a cubana Yarisley Silva brigaram pelo primeiro lugar. As participantes foram sendo eliminadas, uma a uma, até Murer e a rival tradicional sobreviverem. As duas venceram o sarrafo a 4,85 m na segunda tentativa, mas a atleta de São Caetano levava o ouro naquele momento porque havia errado menos na prova. No entanto, Yarisley pediu que o obstáculo fosse levantado a 4,90 m e, na última chance, acertou o salto do ouro e repetiu o resultado do Pan.

“Eu sabia que teria que saltar acima de 4,80 m para subir ao pódio. Depois de ter garantido a medalha, minha preocupação era melhorar a minha classificação. Estou contente por ter ganho a prata, saltei o meu recorde pessoal. Claro, queria ter superado os 4,90 m. Fiz saltos muito bons, embora não tenha sido suficiente hoje, mas estou muito feliz”, disse a brasileira de 34 anos. “Queria voltar para a China e para esse estádio, porque eu sabia que era um ótimo lugar para se saltar”, completou Fabiana Murer, que reescreveu a própria história no Ninho do Pássaro.


Tags:
atletismo esportes olímpicos fabianamurer

Compartilhe essa matéria

Deixe seu comentário

Para participar efetue o login, ou cadastre-se
Observação: as opiniões aqui publicadas são de responsabilidade apenas de seus autores. Os números de IP dos responsáveis pelos comentários estarão à disposição de vítimas de eventuais ofensas veiculadas neste espaço.

{{comments.length||0}} comentários