05/01/2017 16:58

Goleado pelo Tigre, Fast já foi grande e deu trabalho a Beckenbauer

Por: Marcelo Mendez (marmendez038@gmail.com)

Time do Amazonas disputou o Campeonato Brasileiro na década de 70 e fez partida dura contra o lendário Cosmos, que tinha o alemão

Fast fazia um bom papel contra o São Bernardo e quase abriu o placar no Baetão, mas árbitro atrapalhou tudo. Foto: Tiago Silva

Quando o árbitro soou o apito final para a partida entre São Bernardo e Fast Clube, o 5 a 0 aplicado pelo Tigre na estreia da Copa São Paulo de Futebol Júnior não fará jus à luta do aplicado time manauara.

O jogo era igual, o 0 a 0 no placar apontava isso, então veio um contra-ataque do São Bernardo, uma falta cometida pelo bom volante Vinicius para matar o lance e o homem de preto, tomado de uma austeridade descabida, expulsou o menino e definiu a partida. Em seguida, pênalti duvidoso e no segundo tempo foi impossível segurar o ímpeto do time da casa.

Ao término do jogo, a caminho dos vestiários para as entrevistas, ainda tentei no caminho saber se alguém ali sabia do Fast.

“Nunca ouvi falar”, foi a resposta principal. Mas o Fast Clube, de Manaus, já foi grande.

Fundado em 1930, dono de uma torcida numerosa no amazonas, o Fast teve seu apogeu nos anos 70 e 80 quando por conta do plano de propaganda do Regime Militar, passou a disputar o Campeonato Brasileiro, jogando contra os principais clubes do Brasil e conseguindo resultados históricos, como o 2 a 1 em cima do Fluminense em 1978 em pleno Maracanã. A década terminava e os anos 80 eram mais proeminentes ainda para o Fast.

Jogo contra Beckenbauer

O dia era 9 de Março de 1980 é histórico para a cidade de Manaus.

O Cosmos, time onde jogou Pelé e onde ainda atuaram Beckenbauer, Carlos Alberto Torres, Oscar e Romerito, chegou na cidade, ainda com o alemão no elenco, para duelo contra o Fast. No Estádio Vivaldo Lima lotado de 56 mil torcedores, o Fast Clube, reforçado do tricampeão mundial Clodoaldo, empatou com os americanos por 0 a 0 em um feito épico. Um grande momento para o Fast que, após esse dia, começou a viver um declínio que quase vitimou a existência do clube.

“Até 1986 o futebol de Manaus conseguiu se sustentar bem. Depois disso veio uma crise enorme e hoje estamos conseguindo retomar as coisas, dar ao Fast seu lugar nas glórias e conquistas do futebol do Amazonas. Vencemos a Copa Verde, somos os atuais campeões amazonenses depois de 40 anos de espera e estamos aqui, depois de muito tempo, um clube amazonense vem para a disputa da Copa São Paulo”, conta Thiago Durante Diretor de Futebol do Fast.

O diretor ainda aponta a necessidade dos apoios, da ajuda do governo para custear a vinda dos meninos para São Paulo, auxiliando com as passagens aéreas, com a manutenção do plantel e da comissão técnica do time. Thiago ainda explica que os tempos são outros, que fazer futebol é complicado, mas que o amor pelo clube tem ajudado muito na retomada do Fast dentro do cenário local.

“Temos uma torcida apaixonada e pessoas que viveram essa grande fase do Fast ainda no clube, querendo ajudar. Aos poucos as coisas estão acontecendo, estar aqui para a competição é uma grande experiência, estamos muito felizes.”

Mais Fast em SBC

O Fast ainda tem mais dois jogos na primeira fase da Copinha para tentar se recuperar e buscar a vaga na segunda. Já nesta sexta-feira (06/01), os amazonenses enfrentam o Bahia às 21h, no Baetão. No domingo, a partida é contra o Trindade (GO) às 16h, novamente em São Bernardo.


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