26/08/2015 08:59

Trabalhadores da Mercedes realizam ato na Anchieta

Por: Redação (pauta@abcdmaior.com.br)

Empresa enviou cartas comunicando desligamento de 1,5 mil funcionários a partir do dia 1º de setembro

Manifestação dos metalúrgicos na Via Anchieta contra as demissões. Foto de divulgação SMABC

Conforme o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, cerca de 10 mil trabalhadores da Mercedes-Benz estão na manhã desta quarta-feira (26/08) nas ruas de São Bernardo para protestar contra as 1,5 mil demissões da empresa. O grupo se concentrou pouco antes das 7h da manhã na própria Mercedes, percorreu a avenida 31 de Março e segue, neste momento, para a via Anchieta, no sentido Litoral. Os funcionários vão percorrer os quilômetros 16 ao 14,5 e parar enfrente a empresa Rassini Automotive, primeira empresa do ABCD a aderir ao PPE (Programa de Proteção ao Emprego).

De acordo com os trabalhadores, o objetivo da manifestação é chamar atenção da empresa e tentar abrir o diálogo e as negociações para a adesão do PPE. “Todos os trabalhadores que receberam ou não a carta devem estar juntos para vencer essa luta. Já a empresa deve cumprir o combinado”, destacou o diretor Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Valter Sanches ao lembrar que a Mercedes tinha se comprometido a dar estabilidade de um ano para os trabalhadores, entre julho deste ano até junho de 2016, se estes topassem reduzir salário e jornada de trabalho.

Os trabalhadores da montadora entraram em greve desde segunda-feira (24/08),dia em a empresa emitiu os comunicados de demissões dos 1,5 mil trabalhadores a partir do dia 1º de setembro. A Mercedes explicou que diante da retração das vendas neste ano, a montadora já adotou todas as ações cabíveis como lay off, licença remunerada, banco de horas, programas de demissões voluntárias, entre outros, e que atua com dois mil a dois mil e quatrocentos funcionários excedentes na fábrica de São Bernardo e, por isso, os cortes são inevitáveis.

O Programa de Proteção ao Emprego permite que empresas reduzam a jornada de trabalho e salários em até 30% em tempos de baixa produção. Para se chegar ao Programa é necessário um acordo com os sindicatos e aprovado em assembleia. Conforme a Mercedes, a fabricação de caminhões e ônibus é 43% menor esse ano em relação ao ano passado.

Com informações de Iara Voros


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