20/04/2017 17:54

Ritmo de desemprego no ABCD é reduzido à metade no primeiro trimestre

Por: Iara Voros (iara@abcdmaior.com.br)

Foram eliminados 4.991 postos de trabalho nestes três primeiros meses do ano na Região

O ritmo de demissões nas empresas instaladas nas sete cidades foi reduzido quase pela metade neste primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período do ano passado. Nos três primeiros meses de 2017 foram eliminados 4.991 postos de trabalho, enquanto em 2016 havia 10.138 de saldo negativo. É o que aponta dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta quinta-feira (20/04).

Foram eliminados 4.991 postos de trabalho nestes três primeiros meses do ano na Região. / Foto: Andréa Iseki

O saldo, mesmo que negativo, durante o primeiro trimestre deste ano é aproximado com o resultado apresentado apenas no mês de março do ano passado, quando 5.458 postos de trabalho foram cortados. Na avaliação do economista e professor na Universidade Metodista, Sandro Maskio, ainda continua cedo para apontar retomada do mercado.

“Há claramente uma queda no ritmo de demissões, mas o mercado continua demitindo. A minha expectativa é de uma melhora significativa para o início do segundo semestre, considerando algumas mudanças no ritmo de importação apontada na última balança comercial regional, o que sinaliza o retorno da atividade produtiva e uma possível geração de emprego”, afirmou.

SETORES

Diferentemente do que era apresentado nos levantamentos anteriores, nestes três primeiros meses do ano a Indústria não liderou no volume de demissões e apresentou saldo negativo de 1.317 – sendo que no mesmo período do ano passado foram 4.150. O Comércio foi o principal eliminador de postos de trabalho no período (1.638), seguido pelo Serviços (1.562) e pela Construção Civil (476).

“A indústria atingiu o limite de encolhimento e, agora, reflete com mais intensidade no comércio pelo efeito da diminuição do poder de compra e do movimento nas lojas. A mesma lógica ocorre com o setor de serviços, que inclui atendimento ao público que deixa de contratar certos serviços por renda menor ou até falta dela”, apontou Maskio.

BRASIL

No Brasil, o número de empregos formais teve saldo negativo de 63.624 vagas em março, o que representa queda significativa em relação ao mesmo mês do ano passado, quando registrou retração de 118 mil postos de trabalho.

“Os dados de março do Caged mostram que fatores sazonais e conjunturais influenciaram negativamente o mercado de trabalho. O governo esperava uma trajetória ascendente em razão do bom desempenho verificado em fevereiro, mas os resultados gerais foram negativos. Se não foi possível aumentar o número de postos de trabalho no mês, pelo menos indicadores apontam uma diminuição significativa no ritmo de redução do emprego”, explicou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.


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