01/06/2017 19:33

IBGE: economia brasileira está no patamar do final de 2010

Por: Rede Brasil Atual (pauta@redebrasilatual.com.br)

Para gerente do instituto, crescimento trimestral ocorreu sobre "base deprimida" e foi mais vinculado à exportação

Alta no PIB sobre o trimestre anterior ocorreu por bom resultado da agropecuária – também sobre um período deprimido. Foto: ABr

coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, foi mais cautelosa ao comentar o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) divulgado nesta quinta-feira (01/06), que já foi objeto de comemoração por parte do governo. Segundo a economista, o crescimento trimestral de 1% se deveu "sobre uma base um pouco deprimida", e um olhar sob perspectiva mais longa, acrescentou, mostrará que o país está no mesmo patamar do final de 2010. O crescimento expressivo, mas com base reduzida, recomenda prudência. Rebeca lembrou que o país teve oito quedas trimestrais seguidas: "Vamos ver o que virá pela frente".

A alta sobre o quarto trimestre do ano passado ocorreu basicamente por um resultado excepcional da agropecuária – também sobre um período "deprimido" –, que tem peso de 5,5%, com destaque para soja, milho e arroz. Outros produtos ligados à atividade externa, como petróleo e minério, também contribuíram para o resultado. "Parte do aumento da produção foi destinada à exportação", diz Rebeca.

Se fosse considerada apenas a agropecuária, informou, o PIB teria crescido 0,8% em relação ao primeiro trimestre de 2016, em vez de cair 0,4%. Somado o setor extrativo-mineral, o resultado teria sido positivo em 1%.

Setor com maior peso na economia – aproximadamente 70%, de acordo com o IBGE –, os serviços ficaram estáveis na comparação com o quarto trimestre do ano passado. Em relação ao primeiro trimestre de 2016, caem 1,7%. A agropecuária cresce 15,2% e a indústria recua 1,1% (com alta de 9,7% na área extrativa-mineral).

O consumo das famílias, que representa aproximadamente 65% do PIB, segue em queda. "Na conjuntura atual, temos fatores que continuam contribuindo negativamente, como a ocupação", diz a coordenadora, referindo-se à perda de postos de trabalho, compensada em parte, acrescenta, pela massa salarial estável em decorrência da inflação menor. "Mas o crédito continua também bastante restrito", lembra.

Com informações da Agência IBGE Notícias.


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golpe governo federal

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