17/06/2016 16:39

Feirão de crédito atrai mais de 280 micro e pequenos empresários da Região

Por: Iara Voros (iara@abcdmaior.com.br)

Evento realizado em São Bernardo disponibilizou R$ 5 bilhões de crédito para capital de giro

As taxas de juros variam entre 1,59% e 1,89% ao mês. Foto: Divulgação/Sebrae

A oportunidade de obter capital de giro atraiu mais de 280 empresários da região no 1° Feirão de Crédito do Brasil, realizado nesta sexta-feira (17/06) em São Bernardo. O evento lançou oficialmente a disponibilidade de R$ 5 bilhões do governo federal às empresas de micro e pequeno porte, com taxas de juros entre 1,59% e 1,89% ao mês.

Com a intenção de investir em novos produtos e atrair diferentes mercados, o sócio-empresário de uma pequena empresa de usinagem instalada em Mauá, Douglas Perdão, compareceu ao evento para obter R$ 200 mil que serão utilizados na compra de matéria-prima e para alavancar ainda mais as vendas de ferragem para fechamento de sacadas.

“As condições de fato são melhoras daquelas que havia pesquisado anteriormente e, agora, vou esperar a minha análise de crédito ser concluída para saber se terei sucesso. Acho importante não ficarmos parados durante a crise e meus principais clientes são do setor automotivo, por isso quero focar em outros setores como a linha branca e o setor imobiliário”, disse o empresário, que está há 30 anos e emprega 26 trabalhadores.

Já no caso do empresário Alfredo Spada, proprietário de uma micro empresa em São Bernardo, o maior interesse pelo crédito é para comprar maquinário e aumentar a produção de utensílios domésticos de plástico. “Esperamos conseguir bons negócios”, pontuou. A linha de crédito Proger Urbano – Capital de Giro foi oficializada em maio deste ano pela gestão de Dilma Rousseff e será composta por recursos oriundos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que serão repassados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e pelo Banco do Brasil.

ORIENTAÇÃO

Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif, o mais importante é orientar o micro e pequeno empresário sobre a obtenção do crédito. “Muitas das vezes o problema da empresa não é a falta de dinheiro, mas a falta de gestão. Acreditamos que se a empresa for ajudada tem mais chances de manter os empregos e o ABCD é o epicentro do desemprego e a atividade econômica precisa de um oxigênio para atravessar esse período difícil”, disse.

As empresas que apresentarem a aprovação do crédito devem firmar compromisso de manter o quadro de funcionários durante um ano e, aquelas com mais de 10 funcionários, devem ter pelo menos um aprendiz a partir de 14 anos.

MUTIRÃO

A ação foi firmada entre o Consórcio Intermunicipal, a Agência de Desenvolvimento e o Sebrae e prevê também um mutirão para a segunda quinzena de julho, voltada para empreendedores que buscam abrir o próprio negócio ou formalizar a atuação já em operação.

O Super MEI oferecerá palestras e orientações aos trabalhadores da Região, em lugares a serem definidos. “É nosso papel ajudar aqueles que desejam fazer acontecer ou estão enfrentando alguma dificuldade”, afirmou o vice-presidente do conselho diretor da Agência, Joaquim Celso Freire Silva.


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