05/11/2012 00:00

Violência em São Paulo: 70 execuções em uma semana

Por: Redação (pauta@abcdmaior.com.br)

Governo Dilma se reúne com Alckmin nesta quarta para acertar apoio contra criminalidade

Somente na semana passada, a onda de violência que atinge o estado de São Paulo registrou 70 assassinatos com características de execução: os atiradores chegam em motos ou carros, disparam rapidamente e, sem roubar nada, vão embora. Diante da insegurança pública, que tem no epicentro confrontos entre policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) e o PCC (Primeiro Comando da Capital), a presidente Dilma Rousseff (PT) enviará uma equipe do Ministério da Justiça para discutir o apoio do governo federal ao governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), contra a criminalidade. 

O tucano, no entanto, já recusou a presença das Forças Armadas para combater a violência no Estado. Na semana passada, Alckmin disse que está aberto a discutir uma solução em parceria com o governo federal. Desde setembro já foram registrados aproximadamente 600 assassinatos no estado - perto de 100 mortos são policiais.

A presidente ofereceu a inteligência da Polícia Federal para trabalhar em conjunto com as polícias civil e militar de São Paulo. Colocou também a Receita Federal à disposição para fiscalizar as empresas abertas pelos criminosos e ofereceu vagas no Presídio de Mossoró, no Rio Grande do Norte, com a intenção de afastar os líderes do PCC do Estado de São Paulo.

A aproximação entre governo federal e o estadual ocorre após troca de farpas entre a Secretaria de Segurança Pública paulista e o Ministério da Justiça. Na última semana, o secretário de Segurança do Estado, Antonio Ferreira Pinto, negou que tivesse recebido oferta de ajuda federal, o que foi rebatido pelo ministério em nota. 

O contato direto entre os dois governantes ocorre quando a Polícia Militar paulista realiza ações em favelas da Capital, chamadas de Operação Saturação. A primeira favela a ser alvo da polícia paulista foi a de Paraisópolis, na região do Morumbi, na zona sul, de onde, segundo Ferreira Pinto, teriam partido as primeiras ordens para que policiais militares fossem assassinados.

Desde então, a polícia já realizou operações na favela São Remo, próximo ao campus da USP (Universidade de São Paulo), na zona oeste, e nos bairros do Capão Redondo e do Campo Limpo, ambos na zona sul. Outras incursões foram feitas na favela São Remo, no Butantã, zona oeste, e em regiões do Campo Limpo e Capão Redondo, na zona sul. 

Recorde - De janeiro a setembro de 2011 foram registrados 1527 homicídios no Estado de São Paulo. No mesmo período deste ano já são 1.716. Quarenta e duas mortes ocorreram só no último fim de semana, na Região Metropolitana. 

Além disso, levantamento divulgado pela própria Secretaria de Segurança Pública de São Paulo aponta que os homicídios dolosos (quando há a intenção de matar) registraram alta no estado no mês de setembro, assim como os latrocínios (roubos seguidos de morte), que também apresentaram elevação, subindo 14,7%, de 230 para 264 casos. 

*Com informações da Agência Brasil 

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