22/08/2013 00:00

São Bernardo muda o local de construção da usina de lixo

Por: Claudia Mayara (mayara@abcdmaior.com.br)

De acordo com a Prefeitura, Cetesb não autorizou usina na área do antigo lixão do Alvarenga


A Prefeitura de São Bernardo precisou alterar o local de construção da usina de lixo para um terreno entre as ruas Cinco e Senador Luiz Carlos Prestes, no Jardim Boa Vista, ao lado do antigo lixão do Alvarenga.

A previsão é que a unidade, orçada em torno de R$ 350 milhões e batizada de Usina de Reaproveitamento de Energia do Sistema de Processamento e Aproveitamento de Resíduos e Unidade de Recuperação Energética, comece a operar em 2015 e tenha capacidade diária de incinerar 750 toneladas de rejeitos (o que não pode ser aproveitado) e transformá-los em energia limpa suficiente para a iluminação pública da cidade.


A princípio, o projeto previa que o equipamento seria levantado dentro da área do antigo lixão do Alvarenga, que atualmente passa por descontaminação. No entanto, ao receber a primeira versão do EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) do projeto, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) desaprovou a escolha do local. 


LICENÇAS


A Cetesb não se manifestou sobre a reprovação até o fechamento desta edição, mas confirmou que o empreendimento tem licença prévia, o que atesta que a obra é ambientalmente viável. Para as intervenções iniciarem ainda é necessária a licença de instalação. 


“Já publicamos o decreto de utilidade pública para uma área ao lado do lixão e vamos encaminhar os dados do novo local à Cetesb”, explicou o secretário de Serviços Urbanos, Tarcísio Secoli.  


O decreto nº 18.565 de 4 de julho de 2013 foi publicado no jornal Notícias do Município em 5 de julho. O documento lista o nome de 34 proprietários que deverão ser indenizados por terem terrenos desapropriados pela Prefeitura. 

Donos dizem que não foram notificados


Entre os donos da área onde será construída a usina de lixo está a família Tellini, que possui um terreno na rua Cinco. A área está no nome de quatro pessoas e, apesar de já fazer um mês da publicação do DUP (Decreto de Utilidade Pública), a família garante que não foi informada sobre a desapropriação. “Até agora não recebemos nenhuma notificação”, revelou Carla Tellini. 


A situação também é desconhecida pela família Barrotte, outra proprietária. “Não estamos sabendo de nada. Mas tenho escritura do local e pago os impostos”, destacou um parente que preferiu não se identificar. 


Procurada, a Prefeitura não esclareceu como funciona o processo de desapropriação nesses casos ou se vai encaminhar notificações às famílias.  


Área do lixão será destinada a parque


Com a mudança do local da usina de lixo, a área de 300 mil metros quadrados onde funcionava o antigo lixão do Alvarenga será destinada apenas ao parque que será construído após a descontaminação do terreno, que deve estar concluída em 2014.


Ainda não estão definidos quais serão as atrações e os serviços do espaço. Desde 11 de julho, os moradores podem contribuir com o projeto em um estande na estrada do Alvarenga, próximo à área do lixão. 

 

 

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