18/06/2008 00:00

Professores em greve se manifestam em SBC

Por: Carol Scorce e Juliana Finardi (carol@abcdmaior.com.br e juliana@abcdmaior.com.br)

Cerca de 200 professores participaram da passeata que encerrou na Câmara Municipal

Os professores da sub sede da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) de São Bernardo realizaram uma passeata na manhã desta quarta feira (18/06), que começou na seda do sindicado na avenida Prestes Maia e terminou na praça da Matriz. Em seguida, os professores realizaram manifestação na Câmara.

Cerca de 200 professores votaram pela continuação da greve dos professores da rede Estadual, que teve inicio na sexta-feira (13/06). De acordo com a Apeoesp, 60% dos servidores aderiram à greve. Para que a adesão aumenta, os diretores da sub sede em São Bernardo afirmaram que serão feitos comandos nas escolas para que os demais professores também se incorporem ao movimento.

Dentre as reivindicações dos professores estão às alterações no decreto 53.037, que limita transferências de professores, e na lei que estipula o máximo de seis faltas por motivos de saúde no ano dos docentes, o fim do sistema de aprovação continuada e equiparação do piso salarial da categoria ao mínimo sugerido pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), de R$ 1.987,51. Hoje, o piso é de R$900, com as gratificações.

“Nos baseamos no direito de greve para lutar pela nossa categoria, que sempre foi inferiorizada pelo governo do Estado” fala Aldo Santos, um dos líderes da sub sede de São Bernardo, que lembrou a última greve em 2000. “Os avanços que conseguimos foram alcançados há oito anos, e porque forçamos o Estado a nos dar uma resposta com a paralisação” fala.

Câmara - Após a manifestação na Praça da Matriz, os professores seguiram a passeata para a Câmara Municipal. O diretor estadual da Apeoesp, Paulo Neves, usou a tribuna para expor as reivindicações do movimento e pedir a ajuda dos vereadores.O presidente da Casa, Amedeo Giusti (PV), e demais parlamentares receberam uma comissão e decidiram votar uma indicação contendo dois itens: um apelo para que o governo do Estado abra negociações e a revisão do decreto que restringe direitos da categoria. Para a votação da indicação, foi convocada uma sessão extraordinária que aconteceu na tarde desta quarta-feira (18/06).

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