07/07/2012 00:00

Greve para a balsa do Riacho Grande

Por: Redação (pauta@abcdmaior.com.br)

Funcionários da Emae cruzaram braços nesta sexta-feira em protesto contra atraso nos pagamentos

Moradores do Riacho Grande e região do Tatetos, em São Bernardo, chegaram tarde em suas casas na noite desta sexta-feira (06/07). Os condutores da Balsa João Basso, que faz a travessia Riacho Grande/Tatetos pela represa Billings, resolveram paralisar os trabalhos em protesto contra a Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), que atrasou os pagamentos. A greve se iniciou às 16h30, gerando longas filas e também revolta dos usuários. A empresa foi procurada até as 20h de sexta-feira, mas ninguém atendeu aos telefonemas.

Seis viaturas da Polícia Militar foram acionadas para atenuar os ânimos. Somente às 19h50 os condutores da balsa resolveram retomar as travessias. Porém, de acordo com alguns passageiros, os funcionários prometeram uma nova paralisação. “O sistema (de travessias) já é muito precário e lento, e agora os funcionários decidem fazer greve em plena sexta-feira”, criticou o mecânico Cláudio Aparecido, 43 anos.
De acordo com a PM, até o retorno das travessias nenhum conflito envolvendo os usuários foi registrado. “Mas vamos acompanhar o trajeto para evitar qualquer tipo de vandalismo”, garantiu o tenente Marinho.

Sofrimento - “A gente sai cansado do trabalho e quer apenas chegar em casa e descansar. O problema é que a Emae deixou de pagar os funcionários, e nós sofremos por isso”, lamentou Ilza Silva, 65 anos.
De acordo com moradores do Bairro Tatetos, as outras duas embarcações mantidas pela Emae também estão paradas. A empresa administra as balsas que fazem a travessia do Bairro Grajaú, na Capital, rumo à Ilha do Bororé, e de lá sai a Balsa Taquacetuba em direção a São Bernardo.

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