10/01/2017 16:34

Entenda a situação do aumento das tarifas de transportes no ABCD

Por: Caio Luiz (caio.cesar@abcdmaior.com.br)

Três cidades aumentaram a passagem municipal; Diadema briga contra cobrança de integração

Aumentos de tarifa causam confusão para os usuários no início do ano. Foto: Amanda Perobelli

Não é novidade que após a virada do ano, os municípios façam o reajuste das tarifas de ônibus. Depois das manifestações de 2013 em torno do que "eram muito mais que 20 centavos", os aumentos ganham impopularidade a cada ano e são alvos de manifestações seguidas. 2017 não começou diferente. Entretanto, o que se destaca esse ano é o alto grau de confusão no que se refere aos aumentos e a integração intermunicipal.

O atual prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), ao assumir a presidência do Consórcio Intermunicipal na segunda-feira (09/01), disse que irá propor um aumento regional simultâneo para toda a Região já em 2018.

Isto porque três dos sete municípios do ABCD (Santo André, São Caetano e Mauá) decretaram aumento de tarifa, dos quais dois voltaram atrás, enquanto os demais mantiveram os preços congelados. Entenda em detalhes como está a situação de cada cidade do ABCD e da Capital:

Santo André: A partir do dia 3/01, a tarifa subiu de R$ 3,80 para R$ 4,20 por decreto do então prefeito Carlos Grana (PT). O vale-transporte também subiu de R$ 4,50 para R$ 5.

São Bernardo: Luiz Marinho (PT) terminou a gestão sem aumentar a tarifa e o novo prefeito da cidade, Orlando Morando (PSDB), ainda não elevou o preço da passagem que custa R$ 3,80.

São Caetano: No último dia de 2016, as passagens foram reajustadas de R$ 3,70 para R$ 4,10, mas a Prefeitura voltou atrás e no dia 11/01 o valor da pasagem voltou ao preço inicial

Trem e metrô tiveram aumento de tarifa em mais de 14%. Foto: Arquivo ABCD Maior

Diadema: O valor da tarifa dos ônibus intermunicipais segue a R$ 3,80. O imbróglio que se instaurou no município é em virtude da integração dos ônibus municipais com os trólebus operados pela METRA no corredor ABD. Isto é, o governo do Estado anunciou que a partir do dia 22, a integração nos terminais Diadema e Piraporinha passa a custar R$ 1 (a mesma lógica passa a valer para o terminal São Mateus e Jabaquara).

Isto acarreta também em mudanças para os estudantes que usufruem da gratuidade do Passe Livre, que passarão a arcar com 50 centavos para fazer a integração. Tanto para usuários comuns quanto para estudantes, a transferência será feita por meio do Cartão Bom. O aumento no valor de R$ 1 pela integração é uma briga antiga entre Diadema e a Capital.

Em 1991, um acordo foi assinado entre a Prefeitura de Diadema e o governo de São Paulo para que houvesse gratuidade na integração com o intuito de beneficiar passageiros. Vinte anos depois, a proposta do governo era cobrar R$ 1 pela integração. No entanto, só em 2017 a proposta foi aplicada, mas o prefeito Lauro Michels se posicionou contra a tarifa ao protocolar um pedido de suspensão da integração. Até o momento, a EMTU afirma que passará a cobrar R$ 1 mesmo assim.

Mauá: O ex-prefeito Donisete Braga (PT) havia elevado a tarifa de R$ 3,80 para R$ 4,20 em 31 de dezembro, mas ao assumir o cargo Átila Jacomussi (PSB) adiou o aumento que passaria a valer a partir do dia 7 de janeiro deste ano. O aumento foi revogado e o valor de R$ 3,80 foi mantido.

Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra ainda mantêm o preço dos ônibus municipais em R$ 3,80.

Intermunicipal: As aproximadamente 60 linhas intermunicipais que circulam pela Região foram reajustados de 6,1%, conforme a EMTU. Como o valor da passagem varia de acordo com cada linha, o preço atual está disponível neste link.

Trólebus: Todos os trólebus operados pela METRA sofreram reajuste de R$ 4 para R$ 4,30.

Capital: Ônibus, trem e metrô ficarão com o valor das passagens congeladas em R$ 3,80 durante 2017. No entanto, o valor da integração entre trilhos (Metrô e trens da CPTM) e ônibus saltou de R$ 5,92 para R$ 6,80 no último domingo (8/01).

A Justiça concedeu liminar de suspensão do aumento de integração em São Paulo protocolado pela bancada do PT, mas o governador Geraldo Alckmin se recusou a receber o pedido e mantém a elevação da tarifa até o momento.


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transporte passagem de ônibus trólebus diadema corredor de trólebus

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