05/01/2017 15:34

Diadema pode ter nova manifestação na segunda-feira

Por: Jessica Marques (jessica.marques@abcdmaior.com.br)

Ato será realizado caso Governo do Estado não dê resposta à população sobre cobrança de tarifa de integração

Com informações de Iara Voros


Manifestantes podem fechar novamente o Terminal Diadema na segunda-feira (09/01), contra a cobrança de integração nos terminais da cidade, medida tomada pelo Governo do Estado. Uma comissão de moradores acompanhará o prefeito Lauro Michels (PV) em uma reunião na manhã desta sexta-feira (06/01), com o secretário da Casa Civil Samuel Moreira. O objetivo, conforme o prefeito, será solicitar a revogação da decisão. Caso não haja acordo, a cidade terá um novo ato.

População, vereadores e prefeito de Diadema cobram revogação de cobrança da integração. Foto: Andris Bovo

A reunião será realizada às 10h, na Prefeitura de Diadema. Além do prefeito e de usuários do sistema de ônibus, vereadores também estarão presentes. “Isso não vai ser uma atitude isolada do Prefeito”, disse Michels. “Caso não chegue a uma solução, vou convocar para segunda-feira de manhã para a gente travar aqui de novo”, afirmou.

A integração, que antes era gratuita, será tarifada a R$ 1 entre linhas municipais da cidade com os trólebus nos terminais Diadema e Piraporinha. A cobrança será realizada a partir de domingo (08/01), quando também passará a valer o aumento nas tarifas de ônibus intermunicipais. Os trólebus vão passar de R$ 4 para R$ 4,30.

Na tarde desta quinta-feira (05/01), manifestantes fecharam o Terminal Diadema a partir das 11h. A circulação dos ônibus começou a ser liberada após as 15h.

Em nota, a EMTU informou que "por meio do Ofício OF/DP/4/2017 de 02/01/2017, informou à Prefeitura de Diadema sobre o fim da transferência livre (gratuita) do Terminal Diadema e do Terminal Piraporinha para o Corredor Metropolitano ABD. No documento, a EMTU/SP informa que o início da tarifa integrada no valor de R$ 1,00 tem a finalidade de cumprir cláusulas contratuais com a Concessionária Metra referentes à execução dos serviços de substituição, conservação, manutenção preventiva e corretiva da rede aérea de alimentação dos trólebus".

TRANSTORNOS

A dona de casa Neide Aparecida Capretz, 59 anos, ficou dentro do terminal cerca de quatro horas devido a paralisação dos trólebus. "Não discordo sobre a necessidade do ato, porque eu vou ter que pagar a mais, mas deveriam planejar melhor para atrapalhar a vida das pessoas", disse.

Já a moradora da cidade Elisangela Sousa Reis, 34 anos, perdeu a consultada para a filha de três meses agendada há um mês. "Nós pegamos o ônibus e iríamos fazer a integração com o trólebus, mas com tudo parado não vai dar e a gente não estava sabendo desse protesto", relatou.

Enquanto o prefeito conversava com a população que acompanhava o ato, o proprietário de uma empresa de fotografia, Rafael Slobada, 23 anos, contestou sobre as consequências de ter perdido um acordo comercial. "A manifestação é importante, mas eu preciso do meu emprego e perdi uma negociação importante porque os trólebus não estava funcionando. Coloco isso na conta de quem agora?", questionou.


Atualizada às 16h11 para acréscimo de declarações


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