17/08/2011 00:00

Começa construção do Trecho Leste do Rodoanel

Por: Vladimir Ribeiro (vladimir@abcdmaior.com.br)

Governo do Estado ainda não possui todas as licenças ambientais das obras

Tiveram início na manhã de quarta-feira (17/08) as obras de construção do Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas. Com investimentos de R$ 5,2 bilhões, os trabalhos estão a cargo do Grupo Bertim, que também será responsável pelas desapropriações e compensações ambientais do local. A SPMar, a concessionária responsável pela construção do Trecho Leste, espera que o trecho receba mais de 24 mil veículos por dia depois que estiver pronto. Da frota, 70% deve ser de caminhões e carretas.

A previsão é que os trabalhos no traçado, que terá 43,5 quilômetros, sejam concluídos em 30 meses. Porém até o momento, o governo do Estado possui licença ambiental apenas do primeiro lote. “Nossa expectativa é que a liberação dos outros dois lotes sejam concedidas até o final de setembro. Tendo as licenças começamos as obras”, salientou o secretário de Transportes e Logística, Saulo de Castro.

O Trecho Leste passará por seis cidades, com início em Mauá, depois Ribeirão Pires, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba e Arujá. “Ao todo serão 960 desapropriações em todo o trecho. As famílias estão sendo procuradas para começarmos as discussões”, disse o secretário, que não soube detalhar quantas famílias de Mauá e Ribeirão Pires terão de deixar suas casas. Informações preliminares apontam que 56 famílias de Mauá e 200 de Ribeirão Pires serão afetadas.

De acordo com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que participou da cerimônia de início das obras, todas as indenizações por desapropriações e compensações ambientais da construção do Trecho Leste do Rodoanel serão pagas.Alckmin afirmou que o custo dos encargos vai ultrapassar o valor da própria obra.

Compensação - Quanto às compensações ambientais, Castro destacou que a utilização de novas tecnologias de engenharia causam menos danos ao meio ambiente. “No início a estimativa era remover 24 milhões de metros cúbicos de terra. Porém, com essas novas técnicas serão nove milhões a menos", afirmou.

De acordo com o diretor executivo da concessionária SPMar, Marcelo de Afonseca, em Ribeirão Pires será construído um túnel nas proximidades do bairro Santa Luzia, para diminuir o impacto ambiental no local. “O projeto tomou cuidados na compensação e foi o mais bem classificado. Todas as especificações estão no estudo de impacto, que temos de seguir rigorosamente”, salientou.

Afonseca não soube detalhar em quais bairros de Mauá e Ribeirão Pires o Trecho Leste irá passar nem precisou quantas famílias das duas cidades serão afetadas pela obra. “Seguimos o que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente determina. Quanto às desapropriações, os contatos com as famílias devem ser iniciados em 30 dias. Cadastramos 200 em Ribeirão Pires, mas 60 deverão ser realmente afetadas”, afirmou.

O governador Geraldo Alckmin destacou que a construção de um viaduto será uma das alternativas para não causar impacto nas várzeas do rio Tietê e de córregos próximos. “Serão 11 quilômetros de um elevado que deixará essas margens intactas. Até mesmo as pedras que serão retiradas desse trecho serão utilizadas nas cidades por onde passará o traçado”, disse.

Pedágio – A estimativa do governo do Estado é que até o final deste ano comecem as cobranças nas praças de pedágio do Trecho Sul, que passa pelo ABCD. “Fizemos as vistorias no local e a Artesp deve me enviar um relatório. Estando tudo em ordem, autorizamos a cobrança”, disse o secretário de Transportes.

A estimativa do governo é que, em valores atuais, no Trecho Leste o pedágio seja de R$ 1,80. “Conseguimos baratear a obra e com isso o valor do pedágio será 63% mais barato”, disse Castro.

O diretor executivo da SPMars ressaltou que a Artesp tem até 10 de setembro para dar um posicionamento sobre a questão. “Entregamos toda a nossa parte antes do tempo e agora esperamos uma posição do governo”, disse.

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