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Na TV
“Blog sobre as notícias veiculadas pelo programa ABCD Maior em revista”

Onde está a deficiência?
  autor: Elizia  /  publicação: 6/02/09
 
 

Na primeira reportagem da série que, nós, do programa “ABCD Maior em Revista” produzimos é evidente a necessidade de mudança. A mudança deve partir do poder executivo, do judiciário, da sociedade civil, de empresas privadas e públicas e de ONGs que precisam colocar em práticas ações cidadãs sobre os direitos e deveres das pessoas com deficiência. O nosso primeiro personagem na matéria, Ronielton, cadeirante há quatro anos, ainda se recupera do trauma que o fez enxergar a vida de outro ângulo. Mas a vontade de viver é forte. Há a esperança de voltar a andar e há a esperança de poder ter uma vida comum, sem exclusão social. Com a acessibilidade, Roni como é conhecido pelos colegas, teria uma vida mais fácil. Na matéria mostramos que a vida dele poderia ser bem diferente. Ele poderia sair de casa, subir e descer pelas calçadas do seu bairro - Vila Orquídea, em São Bernardo-, teria condições de dar uma volta na praça, observar jovens andando de skate, fazer novas amizades. Por enquanto, leva a vida esperando o amparo dos tios e amigos para trabalhar e se divertir de vez em quando.

Tuca Munoz, também cadeirante, é presidente do Instituto Movimento Grande ABC Para Todos, apesar de passar a maior parte do tempo sentado, não desgruda os olhos do computador, trabalhando. Tuca transformou um dos quartos do seu apartamento em escritório. Sua esposa está sempre por perto, seja para conversar, seja para ajudá-lo nas tarefas. Tuca é formado em filosofia e sabe de cor todas as barreiras que as pessoas com deficiência enfrentam. Para ele, a criação de Institutos especializados em atendimento e programas para os deficiêntes é necessária, mas não pode ser única. “Um cadeirante não pode ter acessibilidade da porta para dentro do Instituto, esse direito que nós pessoas com deficiência temos, precisa ser na cidade inteira”, alertou Tuca Munoz. Empresas privadas e públicas não podem mascarar ou usar de reforço publicitário as preocupações com as pessoas com deficiência. É comum algumas instituições bancárias, por exemplo, ter rampa de acesso na porta de entrada, porém, quando o cadeirante vai usar o caixa eletrônico, poucos têm os aparelhos na altura ideal para o manuseio. É mesmo uma pena que nosso País tenha uma das melhores leis do mundo em favor das pessoas com deficiência e não as façam ser eficientes. Estamos em quinto lugar no ranking. Só no papel. Ainda falta muito para conquistarmos o que é de direito dessas pessoas que não podem mais viver assim. Poderes executivo e judiciários, por favor, trabalhem exercendo seus deveres. As pessoas com deficiência também podem praticar cidadania e devem buscar ajuda, se mobilizar, se juntar para criar força e resistência; nunca desistindo de exigir que todos compartilhem da mesma idéia: agir como ser humano. Diferentes na aparência, no comportamento ou no bolso, pisando no chão ou andando de cadeira de rodas, não importa; fazemos parte de um mesmo planeta.   Quem quiser conhecer melhor o Guia com propostas para verificação de acessibilidade nos municípios do Grande ABC, confira no site: http://www.mid.org.br/mgabc/guia_MGABC.doc.

O primeiro capítulo da série especial vai ao ar sábado, dia 7, às 20 horas
na NGT - 48 UHF, e na TV+, canal 8 da NET.

 
 
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Telegrama da demissão
  autor: Elizia  /  publicação: 21/01/09
 
 

Empresas metalúrgicas, no ABCD, anunciam demissões. Os números são incertos, mas estima-se pelo menos 600 cortes.  Os trabalhadores vão à guerra contra a ameaça da perda de emprego em três atos que movimentaram o ABCD.   As empresas ainda não se pronunciaram sobre o assunto. As demissões ainda não foram homologadas e, portanto, podem não se concretizar, já que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC está em plena negociação. Ameaças de um lado e sofrimento do outro. Muitos trabalhadores da empresa de autopeças TRW, receberam uma notícia nada amigável nas vésperas de Natal. Um telegrama com aviso de demissão. Nossa equipe de reportagem conversou com dois metalúrgicos que estão apreensivos para o desfecho desta história. Rosane Nunes tem 26 anos e trabalhou na empresa como montadora durante 4 anos. Quando recebeu a notícia, seu Natal ficou triste. Ela e a irmã foram “contempladas” com o telegrama da demissão. Agora, ela e a irmã aguardam as negociações. A situação crítica para Rosane é o pagamento da faculdade, de 500 reais por mês. Seu maior sonho é continuar o curso de administração que só faltam dois anos para terminar. Já o caso do empilhador José Leite é mais complicado. Trabalhou 19 anos na TRW, seu primeiro e único emprego. Conseguiu comprar uma casa que está reformando há três anos. Já tinha feito planos de terminá-la em junho deste ano. Ele é pai de família, tem o financiamento do carro para pagar e as despesas do filho de sete anos. Está preocupado com a situação, mas acredita que o desfecho será a seu favor. Seu filho já sentiu o drama e durante toda a reportagem percebemos o quanto apoia o pai. A mulher de José trabalha numa fábrica de pequeno porte e recebe o salário de 700 reais. Por enquanto, é ela quem vai segurar as despesas básicas do lar. Muito pouco para uma família que tem mais de 1.200 reais de dívidas fixas por mês. A guerra vai continuar. O sindicato está fazendo o possível. No dia 21 de janeiro, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sergio Nobre, se reuniu com o presidente Lula. As alternativas e soluções estão encaminhadas. Vamos aguardar a resolução desses problemas para que metalúrgicos como Rosane Nunes e José Leite consigam dormir tranquilos e sonhar com o futuro comum e digno do cidadão trabalhador.A matéria completa você assiste no jornal “ABCD Maior em Revista” que irá ao ar neste sábado, 24 de janeiro, às 20h, na NGT 48 UHF, e TV+ no canal 8 da NET.

 
 
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MODELO DE CURRÍCULO
  autor: Elizia  /  publicação: 6/11/08
 
 

 Para os telespectadores que irão assistir ao programa “ABCD Mario em Revista”, deste sábado, 8 de novembro, segue um modelo de currículo que pode auxiliar àqueles que estão à procura de um emprego. A matéria sobre vagas temporárias mostra que o ABCD têm mais de 2500 vagas abertas nos grandes centros comerciais da região. No trabalho dobrado de fim de ano pode estar uma grande oportunidade de garantir um emprego efetivo. Confira o modelo de currículo:

 

Nome

 

Endereço nº - Bairro- Cidade 

                                                         Sigla da Cidade Cep

Tels para contato

E-mail

Idade estado civil

 

Objetivo

(Área que pretende atuar)

 

Resumo das Qualificações

(Colocar as qualificações, referentes a área que pretende atuar)

 

Formação Acadêmica

(Completar: curso / universidade / ano de término e pós-graduação, mestrado etc)

 

Idioma

(Caso possua, colocar qual idioma e em que nível está)

 

Cursos Complementares

(Preencher somente se houver cursos importantes relacionados à área e local)

 

Experiência Profissional

(Colocar a empresa que trabalhou, cargo, período. Faça um pequeno resumo das atividades realizadas em cada emprego.)

 

 

*Observação:

Não há necessidade de colocar no cabeçalho “CURRÍCULOM VITAE”.

Não cometa erros imperdoáveis como dados incorretos, erros de português, digitação, mentiras e omissões.

 
 
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Eu quero uma porta de vidro
  autor: Elizia  /  publicação: 4/06/08
 
 

A preocupação com a questão da transparência política é velha. Desde que a democracia tenta ser democracia, nós brasileiros nos deparamos com o noticiário cheio de denúncias sobre falcatruas políticas. O direito à informação é um bem público. É lei. Na série de reportagens que o “ABCD Maior em Revista” vem fazendo analisamos duas prefeituras do ABCD, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Para encontrar os vereadores trabalhando nas sessões é fácil. Só chegar, se sentar e se preparar para assistir os discursos, e os assuntos que interessam diretamente à população: as reclamações sobre danos públicos, descasos de órgãos e pedidos de informação sobre a atuação da prefeitura, ou do Executivo.Não é preciso dizer que os vereadores são eleitos por pessoas moradoras da cidade onde o parlamentar vai executar suas tarefas. É de comum acordo, e o mais importante, que os vereadores e o prefeito trabalhem para o bem da população que envolve também o bem e progresso consciente da cidade. O que acontece então, na falta de transparência sobre a execução do legislativo e do executivo se é tudo tão claro?

Na dia da matéria de São Caetano tivemos uma grande sorte. Foi aprovado um pedido de informação sobre um descaso da Eletropaulo, em que muitos moradores estão sem receber contas de luz ou quando recebem acabam tendo que pagar valores errados. A confusão rola solta e os moradores precisam ter tempo e paciência para tentar solucionar o problema.

Os requerimentos funcionam assim: tudo começa pelo vereador que recebe uma denúncia ou tem dúvidas sobre a atuação da prefeitura. Para ter acesso às informações, ele primeiro, encaminha um requerimento à câmara, para que seja aprovado em votação. Se aprovado pela maioria, o documento chega à administração pública, que finalmente responde.

Um vereador de São Caetano do Sul conseguiu o requerimento aprovado depois de três anos falando no púlpito da Câmara. Na cidade, somente dois vereadores são da oposição (PT e PSOL). O restante se divide em PP, PTB, DEM, PMDB e PSB.


Acredito que a pressão do cidadão junto aos vereadores, independente do partido, pode ajudar a abrir essa “porta de vidro”. Participar da política é fundamental. Braços cruzados só funcionam em paralizações.

  

 
 
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Eu quero uma porta de vidro
  autor: Deise  /  publicação: 30/05/08
 
 

A preocupação com a questão da transparência política é velha. Desde que a democracia tenta ser democracia, nós brasileiros nos deparamos com o noticiário cheio de denúncias sobre falcatruas políticas. O direito à informação é um bem público. É lei. Na série de reportagens que o “ABCD Maior em Revista” vem fazendo analisamos duas prefeituras do ABCD, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Para encontrar os vereadores trabalhando nas sessões é fácil. Só chegar, se sentar e se preparar para assistir os discursos, e os assuntos que interessam diretamente à população: as reclamações sobre danos públicos, descasos de órgãos e pedidos de informação sobre a atuação da prefeitura, ou do Executivo.

Não é preciso dizer que os vereadores são eleitos por pessoas moradoras da cidade onde o parlamentar vai executar suas tarefas. É de comum acordo, e o mais importante, que os vereadores e o prefeito trabalhem para o bem da população que envolve também o bem e progresso consciente da cidade. O que acontece então, na falta de transparência sobre a execução do legislativo e do executivo se é tudo tão claro?

Na matéria de São Caetano tivemos uma grande sorte. Foi aprovado um pedido de informação sobre um descaso da Eletropaulo, em que muitos moradores estão sem receber contas de luz ou quando recebem acabam tendo que pagar valores errados. A confusão rola solta e os moradores precisam ter tempo e paciência para tentar solucionar o problema.

Os requerimentos funcionam assim: tudo começa pelo vereador que recebe uma denúncia ou tem dúvidas sobre a atuação da prefeitura. Para ter acesso às informações, ele primeiro, encaminha um requerimento à câmara, para que seja aprovado em votação. Se aprovado pela maioria, o documento chega à administração pública, que finalmente responde.

Um vereador de São Caetano do Sul conseguiu o requerimento aprovado depois de três anos falando no púlpito da Câmara. Na cidade, somente dois vereadores são da oposição (PT e PSOL). O restante se divide em PP, PTB, DEM, PMDB e PSB.


Acredito que a pressão do cidadão junto aos vereadores, independente do partido, pode ajudar a abrir essa “porta de vidro”. Participar da política é fundamental. Braços cruzados só funcionam em manifestações.

  

 
 
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Inclusão Social X Exclusão social
  autor: Deise  /  publicação: 2/05/08
 
 

Veja o que assessor em cidadania do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Soares da Cruz (Lulinha), escreveu para o blog.

A inclusão social pressupõe uma situação de exclusão social, que é um
fato histórico determinado no tempo e no espaço, dentro de um contexto
social onde predomina uma situação de desigualdade de condições, de
falta de igualdade de oportunidades. Pensar a inclusão nos coloca o
imperativo de falar sobre a exclusão, suas causas e conseqüências, nos
coloca também outros questionamentos, do tipo os excluídos querem a
inclusão na sociedade tal qual está estruturada, organizada? Ou querem
participar ativiamente na transformação da sociedade combatendo as
desigualdades e novas exclusões? Ou que inclusão queremos? Que inclusão
querem os excluídos? As pessoas excluídas simplesmente querem a inclusão?

 
 
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03/09/2010 - Ano 05 - Nº 242
 
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